Você não entendeu, ainda.
Não troco promessas sem que o avise do perigo.
Eu ando sozinha pelo silêncio,
E, quando ando, rasgo uma ferida
Que trago cá dentro.
Não me faça uma ternura falsa, mesmo que eu lhe peça.
Você não sabe como eu fico à deriva,
Se os olhos se encontram e o coração desperta.
É um pensamento venenoso, corrosivo,
que se insinua e pesa,
Cresce contra a razão e a vontade.
Fico vulnerável, de repente,
E tenho medo das alturas que promete.
Mesmo que oportuna, não me faça uma ternura
Que não sinta.
(...)"
Margarida Faro

Sem comentários:
Enviar um comentário