
"penetro nos teus olhos. brotas da minha boca
e acordo no teu rosto claro. dormitas-me
no sangue sobre o leito de chuvas de tártaros
desertos rubros. chamo-te enlouquecido
em todos os bárbaros gritos negros do mundo,
em todas as línguas, em todos os sofrimentos
do amante no fundo do inferno das cidades:
do amante, do mártir, do asceta, dormitas-me
no sangue, penetro nos teus olhos e
caio morto sobre o leito de fogo. sonhando
deixo-me repousar em teu peito. dormes
nas pestanas. chamo-te enlouquecido.
estendo-me em teu peito, sobre o grito
do galo da aurora do reino de Deus,
o reino do encantamento. pelas suas
frias paragens caminhando vou..."

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