18 fevereiro 2008
"Habito por de dentro
das palavras
com tectos de saliva
e quartos grandes
na união total
e humidade
do deslizar a vida
na garganta
Habito as manhãs
a cor - o tempo
a curva adocicada da vontade
aquilo que se prende
e apreendo
aquilo que desfaço
e não disfarço
Depois a vastidão
o riso e o sossego
sossego sem ser paz
nem aventura
Respiro o que não tenho
nem a viagem
habito o que descubro
e a cidade
o corpo
a revolta
a pele os membros
o ritual interno
e a ternura"
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