29 junho 2008



(Melancholy by andreydubinin)

"Fumo, sonho, recostado na poltrona.
Dói-me viver como uma posição incómoda.
Deve haver ilhas lá para o sul das cousas
Onde sofrer seja uma cousa mais suave.
Onde viver custe menos ao pensamento,
E onde a gente possa fechar os olhos e adormecer ao sol
E acordar sem ter que pensar em responsabilidades sociais
Nem no dia do mês ou da semana que é hoje.
Abrigo no peito, como a um inimigo que temo ofender,
Um coração exageradamente espontâneo
Que sente tudo o que eu sonho como se fosse real,
Que bate com o pé a melodia das canções que o meu pensamento canta,
Canções tristes, como as ruas estreitas quando chove."


1 comentário:

Nina disse...

OLá Xaninha. Amei o poema! Vou publicá-lo também no meu blog, se não te importares. Retrata na perfeição o que quero transmitir hoje... Dia cinzento... Que amanhã o Sol brilhe para nós.
Espero-te bem.
Bacis saudosos