29 junho 2009
"Sempre um de nós
foge. Sombria água
trépida e contínua
água em céu diverso
como diversa eu sou
chão sem flor.
Vã palavra, múltipla
palavra, longínqua
semente entre o arco
e a corda. Nada sara
em meu cego corpo
eu que imagem sou,
não alegoria.
Tremor antigo, árvores
em fruto, nada resiste
nesta cidade sem casa-
só a garça chega em seu
liso voo porque o tempo
nunca é longo."
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