"Agora
imagina (é sábado) toquei-te
por assim dizer demasiado... excessivamente,
ao nivel aonde o ventre cristaliza o vidro
do coração, ou abaixo, no preciso sítio do nome, teu
medieval nome. E despes o género feminino desse elmo,
num gesto descobres o perfume sob
a cota leonina de uma dança, um feitiço, isso agora
que é um magnífico sábado permanentemente imagina.
Cintilações de uma vertigem trágica rasgam
o peito, a horizontes incontornáveis.
Pela margem da cultura a mim chegaste
e agora, bem, agora
é a galhofa de jogar às escondidas, a refeição
doméstica, o vestir, o calçar, fantasia de tantos pequenos nadas,
entradas subterrâneas, saídas de leão
directas à turbulência do astral. Imagina,
amizade me pediste- dou-te a Noite,
alvor, a sua leve frecura, intactas tardes. Agosto
existe
só para consolidar-nos
contra o cerco
de inumeráveis águas sujas no subúrbio da inteligência.
E tarde é para ter juízo e cedo..."


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