"Ser doido-alegre, que maior ventura!
Morrer vivendo p'ra além da verdade.
É tão feliz quem goza tal loucura
Que nem na morte crê, que felicidade!
Encara, rindo, a vida que o tortura,
Sem ver na esmola, a falsa caridade,
Que bem no fundo é só vaidade pura,
Se acaso houver pureza na vaidade.
(...)
Direi, ao contemplar o seu sorriso,
Ai quem me dera ser doido também,
P'ra suportar melhor quem tem juízo."
11 abril 2011
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